A Joalheria no Antigo Egito (parte 1)
O ESTADO EGÍPCIO E A JOALHERIA (parte 1)
O estado egípcio, surgido nas margens do Rio Nilo, durante cerca de 3.000 anos, foi governado e dirigido por personagens dotados de grande poder: os faraós . O faraó representava o mais alto grau da pirâmide social: como portador de sangue divino , era sumo sacerdote que devia construir templos e manter culto aos deuses, comandante dos exércitos egípcios, juiz supremo, definitivamente detinha o poder de garantir a ordem cósmica em que assegurava o correto funcionamento do universo , segundo suas tradições.
Artesãos , obreiros, artistas, ourives, empregaram toda sua maestria na realização de construções arquitetônicas e objetos que ainda hoje despertam interesse e admiração generalizada, como as pirâmides.
Os faraós e seus asseclas importantes, eram enterrados em tumbas piramidais. Pois acreditavam em vida após a morte. Eram enterrados em ataúdes, muitos em ouro maciço, como o do importante faraó Tutankhamun. O ouro que foi usado é tão puro que não se pode usar até hoje igual em peça alguma, tal é o mistério .
As pirâmides são considerados monumentos e obras de arte arquitetônicas de grande relevância social e importante para a sociedade egípcia da época e histórico social desde a antiguidade. Estão enterrados os filhos do Deus Rá e outros importantes deuses da cultura egípcia e sua descendência.
Desde o início da cultura egípcia, o faraó contou com determinados atributos característicos da sua função e seus dotes peculiares. Assim, entre outros, se destaca a ``a coroa pschent´´, o emblema da união dos reinos em que esteve dividido o Egito, a cobra erguida (ureo), protetora da realeza.
A civilização egípcia destacou-se pela grande quantidade de criações materiais legadas à posteridade. Obras que correspondem às necessidades concretas de uma sociedade e que se caracterizam geralmente por seu alto grau de refinamento estético e sua perfeita execução.
Nas atividades criativas como a joalheria ou o trabalho em pedras, os egípcios
alcançaram níveis inigualáveis, sendo seus produtos amostras mais evidentes de uma sofisticada cultura e de um domínio exemplar de diversas técnicas utilizadas.
As jóias eram claros indicadores das posses de seus portadores. Os mais poderosos ostentavam jóias principalmente em ouro , prata, cornalina, obsidiana, lápis-lázuli, quartzos, etc, enquanto os menos afortunados conformaram-se com objetos fabricados em pasta vítrea, cujo colorido imitavam os materiais mais luxuosos, mas de muita perfeição e de grande beleza.
Assim sendo a joalheria foi de total relevância para a cultura egípcia, em que desenvolveram jóias com poderes mágicos, segundo suas crenças, cujos desenhos normalmente eram inspirados em símbolos divinos, os egípcios esperavam propiciar-se um bom desenvolvimento das questões relativas à vida terrena e após vida.
Algumas jóias de destaque:
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