Ourivesaria Pré-histórica
Joalheria Pré -histórica
Ourivesaria Pré-histórica
Chama-se ourivesaria ao trabalho artístico realizado sobre utensílios ou adornos de metais preciosos. Os metais que constituem os objetos de ourivesaria propriamente dito são eminentemente a prata e o ouro ou uma mescla de ambos em que na Antiguidade chamava-se eléctron ou electrum. Com ditos metais se fabricavam já desde idades remotas utensílios muito variados como vasilhas, peças de adorno, jóias, moedas, estátuas segundo o estilo , a ornamentação e o gosto próprio da época e da nação que os elaborava, como se pode observar recorrendo as principais civilizações.
As primeiras descobertas da ourivesaria
foram simples peças de ouro que datam o período Neolítico seguidas da prata,o
cobre e o bronze, ao abrir se para a idade que se segue o nome dos últimos
metais, a idade do bronze. Os objetos que se trabalhavam com ditos materiais
consistiam em diademas lisas ao modo de cinto, grossos braceletes e colares
rígidos ou torcidos de uma peça terminada por bolas piriformes, outros colares
formados por bolas perfuradas e enfim anéis e brincos de formas circulares
simples. A ornamentação de talhes esculpidos, quando existe, é puramente
geométrico e se limita a sulcos retos e em zig-zag, dentes, círculos, pontos
feitos com martelo, etc. Como objeto excepcional, no Antigo Egito, facas de
sílex com guarnição e bainha de ouro, ornamentadas com flores e figuras de
animais. Lavram se também agulhas de cobre e de bronze, facas e armas
diferentes em forma de flechas, espadas e machados com alguma ornamentação
geométrica no punho e com corte bastante fino na rocha.
Na Península Ibérica, sobretudo na
Galícia, foi encontrado bons exemplares ditos braceletes, colares, aros em
espiral e brincos de ouro, alguns deles com aplicações de filigrana, que
poderiam ser da época da arte ibérica propriamente dito.
A diadema simples de ouro ou prata se
conhece já desde o final da época neolítica e a mesma com diferentes cinzelados ou bordados foi usada
pelos fenícios, miscênios e inclusive pelos celtíberos. Dela se serviram para
premiar aos vencedores em jogos públicos e os romanos para seus imperadores.
Os imperadores romanos representavam se
com coroas triunfal ou radiante, salvo depois de Constantino e no Império
bizantino apenas uma diadema. Não obstante, alguns dos últimos adotam a tiara
persa modificada.
conchas furadas, ossos, dentes e pedras. Na idade dos
metais
agregam aos anteriores elementos algumas contas de ouro , cobre,
barro
cozido e de pasta vítrea ou bem se transformam em
gargantilhas ( colares rígidos) a
maneira de tranças e de argolas ou
se compõe de elos metálicos dos quais pendem
pequenos elos do
mesmo material. De todas as formas indicadas, foi exumado
exemplares preciosos em diferentes sepulturas pré-históricas,
ibéricas e cetíberas
da Espanha entre os quais oferece não pouco
interesse pelo seu simbolismo o
colar de diferentes peças de barro
cozido que se havia encontrado em uma
sepultura da necrópole celtíbera de Clares, na província de Guadalajara.
Nas diferentes civilizações históricas
da Antiguidade o tipo mais comum desta prenda consistia em uma cinta de metal
precioso com pingentes artísticos, segundo o estilo de cada país sem que faltem
pérolas desde a civilização Pré-Helênica ou de contas de vidro e de pedras preciosas
ou de séries repetidas de ditos objetos formando um colar variado como o OSK da
civilização egípcia.
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