A JOALHERIA BIZANTINA: A Filigrana

 JOALHERIA BIZANTINA






Enquanto no resto da Europa as tropas germânicas travaram a continuidade da Arte Romana com a destruição do Império, no Médio Oriente continuaram até 1453, ou seja, durante toda a Idade Média.

A partir do século VI a cultura bizantina começou com grande influência do período helenístico como continuação da arte Paleocristã. Tornando-se uma cultura de grandes criadores, influenciando assim a cultura ocidental no resto da Europa, ao longo de toda a Idade Média.

A jóia em Bizâncio

Para compreender a Jóia em Bizâncio, devemos destacar os três períodos mais importantes da Cultura Bizantina, conhecidos como Idade de Ouro.


A primeira Idade de Ouro é a época do Imperador Justiniano, que ocorreu na primeira metade do século VI.


Na segunda metade do século IX, inicia-se a Segunda Idade de Ouro, onde se define a autêntica estética da Arte em Bizâncio. E durou até 1204 com a tomada da cidade de Constantinopla pelos Cruzados.


A terceira Idade de Ouro desenvolveu-se ao longo do século XIV e terminou com a nova captura de Constantinopla em 1453 pelo Império Otomano.


Podemos ver a maior parte das joias bizantinas nos mosaicos encontrados em igrejas ou ou templos da época.


Os artesãos bizantinos faziam brincos, grandes medalhas para colares, pulseiras combinadas com pérolas.


As técnicas mais comuns eram estampagem, filigrana, granulação e relevo. Normalmente eram decorados com esmaltes e assim enriqueciam a decoração. Trabalhavam também com pedras finas, cravando rubis e esmeraldas em anéis de tamanho considerável.


A perfuração é utilizada para realçar o contraste das peças e foram decoradas com “pérolas”. Para realçar a cor, recorriam à técnica de nielding (desenhos através de incisões preenchidas com fios de metal ou esmaltes), ouro de diversas cores, esmaltes, ametistas e lápis-lazúli, etc.


Os brincos eram compostos por pequenos e numerosos medalhões, os colares eram compostos por medalhões de pérolas e esmeraldas de perfis irregulares.


Segundo Pijoán (1994) [1] “…representam figuras ilustres sempre adornadas com joias; talvez excessivamente. As mulheres usavam brincos, colares e pulseiras enfeitadas com pérolas e strass. Cônsules e magistrados usavam grandes fíbulas com fechos para segurar a chlamys. “A ourivesaria fazia parte da roupa”


Figura 8 – Joias bizantinas. Brinco e colar medalhões esmaltados. Pulseira de pérolas. Século XII. Museu Metropolitano.- pulseira em relevo. Século XII. Louvre.- medalhão com retrato de Teodósio, o Grande. Século VI.

[1] Pijoán, José (1994). “Arte Bizantina.” Summa Artis Vol.VII. Editorial Espasa Calpe, página 532.

*PUBLICADO POR MARA N MACHADO

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